terça-feira, 30 de agosto de 2016

Criatividade x Inovação


Criatividade e inovação: o mapa da mina para você e sua empresa sobreviverem
Por Ernesto Berg
 
Qual a diferença entre criatividade e inovação?
 
Existem várias definições sobre criatividade, porém a mais conhecida – e, talvez, a mais esclarecedora - é de Mike Vance, da Walt Disney University: "Criatividade é a configuração do novo e a reorganização do velho”. Isto é, criatividade é o resultado de uma ideia cujo propósito é fazer algo novo, ou, então, de rearranjar habilidosamente coisas já existentes e dar-lhes uma nova configuração.
 
Entretanto, você pode ter uma grande ideia e não colocá-la em prática, imaginar novidades e não realizá-las. É preciso agir, e fazer com que ela se torne realidade. É aqui que entra em cena a inovação: “Inovar é colocar em prática a ideia criativa que você teve e auferir lucro com ela”. Esse lucro poder ser econômico, social, comunitário ou outro qualquer.
 
Com base nesse conceito podemos fazer quatro cruzamentos diferentes – os quadrantes - entre criatividade e inovação, e saber dos resultados advindos disso.
                                              
Quadrante I – Baixa criatividade e alta inovação.
 
O resultado desse cruzamento é: qualidade de vida. Mesmo com baixa criatividade, pessoas e empresas situadas nesse quadrante tem alta inovação, porque copiam o que já existe no mercado, reorganizando, readaptando e rearranjando o que outras empresas e países criaram. Foi o que o Japão fez copiosamente nas décadas de 50 e 60 lançando produtos idênticos aos produzidos na Europa e Estados Unidos, a preços (e qualidade) inferiores aos praticados no mercado. Isso ajudou a alavancagem econômica do país do Sol Nascente. A partir dos anos 70 o Japão passou a produzir, também, produtos criativos e de alta qualidade – que, de baratos, se tornaram caros – estabelecendo uma poderosa economia e sólida reputação mundial. Guardadas as devidas proporções, a história se repete no século XXI através da China que fartamente copia os produtos existentes no mercado - fazendo isso com bastante sucesso - e, gradativamente, propiciando melhoria de qualidade de vida de seu povo.


Quadrante II – Baixa criatividade e baixa inovação.
 
É o quadrante síndrome de Gabriela. Igual à música da novela: “Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim Gabriela, sempre Gabriela”. Pessoas, empresas e economias situadas nesse espaço são vítimas da estagnação: nada muda, nada se cria, nada se inova.


Quadrante III – Alta criatividade e baixa inovação.
 
É o quadrante do pioneiro frustrado. São indivíduos ou organizações que descobrem ou criam algo novo e diferenciado – às vezes, revolucionário -, mas, pelas mais variadas razões, não conseguem emplacar o que criaram, ou torná-la rentável no contexto em que se encontram. Mais tarde aparecem pessoas que se apropriam da ideia, processo ou tecnologia, fazem as adaptações necessárias e as tornam um extraordinário sucesso econômico.
 

É o aconteceu, por exemplo, com os irmãos McDonald’s (Dick e Maurice). Em 1953 eles eram donos de dois restaurantes na Califórnia e, para dar conta da grande demanda de fregueses, inventaram o “fast food”, sistema em que os sanduíches e demais alimentos eram previamente aprontados – ou deixados semiprontos -, o que tornava o atendimento extremamente ágil. Porém eles não se interessaram em expandir o negócio. Em 1954, Ray Kroc, um vendedor de batedeiras de milkshake, percebendo que o sistema dos irmãos poderia fazer um enorme sucesso, adquiriu os direitos de franquia para todo o continente norte-americano, exceto onde os McDonalds já operavam. Do final dos anos 50 em diante, a cadeia de restaurantes de Ray Kroc – que preservou o nome McDonald’s - teve um fenomenal crescimento nos Estados Unidos, seguido da mesma expansão ao redor do mundo a partir da década de 70, tornando Krock bilionário. Atualmente são mais de 34 mil restaurantes franqueados, localizados em mais de 120 países. Em depoimento que deram anos depois, os irmãos McDonald’s, criadores do sistema, afirmaram que jamais imaginaram a dimensão que o negócio acabaria assumindo nas mãos de Ray Kroc. Como diz o ditado popular, o cavalo passou “encilhado” bem diante dos seus olhos, mas eles não perceberam a oportunidade. A história registra centenas de casos semelhantes, de pessoas que não souberam fazer de sua criação ou invento um sucesso - alguns, até mesmo, porque não acreditaram nele -, e posteriormente, pelas mãos de outros, tiveram estrondoso êxito.
 
Quadrante IV – Alta criatividade e alta inovação.
 
É o quadrante dos vencedores. São indivíduos que colocam em prática o que criam, isto é, inovam, pois obtêm resultados concretos. Poderiam ser pioneiros frustrados, mas a determinação e perseverança de levar em frente suas ideias ou inventos foram os diferenciais que os fizeram vencedores.

 
Exemplo disso é o Sterilair, aparelho que elimina ácaros, fungos, mofo e microorganismos nocivos à saúde, inventado nos anos 80 pelo físico brasileiro Alintor Fiorenzano. Ele foi inteligente ao perceber que seu invento tinha grande poder de comercialização e, por sugestão de um amigo, requereu a patente no Brasil. Entretanto, a microempresa que Fiorenzano criou não conseguia dar conta da demanda, assim, em 1985, procurou uma empresa para expandir o negócio. Segundo ele mesmo afirmou, "alguns executivos nem me recebiam, outros me tratavam como vendedor de bugigangas, e vários me propuseram acordos vergonhosos para a compra da patente".
 
Finalmente, dirigiu-se à Yashica do Brasil, em Sorocaba, São Paulo, e após vários contatos com a executiva Mitiko Ogura - que enviou o aparelho para inúmeros testes no Japão -, iniciou sua produção em larga escala a partir de 1989. Hoje, o Sterilair – e aparelhos similares – é vendido mundialmente. Só no Brasil foram comercializados até hoje mais de dois milhões de unidades. A criatividade, aliada à capacidade de inovação, determinação e persistência de Fiorenzano fizeram com que seu invento fosse um grande sucesso.
 
Criatividade e inovação exigem trabalho; elas não gostam de indivíduos preguiçosos e sonhadores. Ter ideias criativas, é uma coisa; lutar por elas e torná-las realidade, é outra, bem diferente. Juntas, elas representam a garantia de sobrevivência e ascensão de pessoas e empresas. Isoladas, podem representar o fracasso delas.

 
Texto extraído e condensado do livro “Manual de Criatividade Aplicada”, de Ernesto Artur BergJuruá Editora.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Curso Inovação pelo método Canvas Business Model

O Business Model Canvas, mais conhecido como Canvas, é uma ferramenta de planejamento estratégico, que permite desenvolver e esboçar modelos de negócio novos ou existentes.

É uma ferramenta mais utilizada na atualidade no planejamento de negócios inovadores.O curso é voltado para qualquer pessoa interessada em inovação, empreendedorismo, criação de novos negócios ou projetos já existentes, seja empreendedores, executivos, analistas de negócio, gerente de projeto, etc.

Saiba mais sobre o curso de Canvas com o Instrutor Alexandre Weiler.


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Curso Administração da produção com ênfase no melhoramento do processo produtivo para líderes

Você que é Gestor de produção ou que almeja esse cargo, teremos um curso que inicia dia 23/08 que abordará técnicas no controle produtivo de seus processos para desta forma fortalecer suas habilidades como gestor de produção, além de conhecer seu perfil de líder.

Este curso é direcionado aos profissionais das áreas de logística, produção, engenharia industrial, bem como demais interessados que estejam em busca de soluções inteligentes para aperfeiçoar os processos da área produtiva e desenvolvimento de equipes.


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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Educando filhos para empreender

Você sabia que daqui a 10 anos, 50% das profissões de hoje serão obsoletas? E que grande parcela das novas atividades ainda nem foram inventadas? Se antes ter diploma de faculdade, MBA e saber inglês era o suficiente para uma vida profissional garantida, hoje, o funcionário de uma empresa está sujeito às oscilações do mercado, a rupturas e inovações que o colocam num cenário de incertezas.
A única certeza que temos é que cada vez mais o mundo se tornará um lugar com mais trabalho e menos emprego. Mais oportunidade e menos garantia. Não sabemos exatamente quais serão as profissões do futuro, mas para estar apto é preciso aprender novas habilidades e competências.
E como criar nossos filhos para os desafios que virão? Para nós, pais e mães, esta é uma questão cada vez mais presente, não apenas nas discussões sobre educação, mas também no dia a dia familiar, nas redes sociais, nos grupos de amigos etc. A pergunta urgente é: como educar meu filho HOJE para o mundo de AMANHÃ?
Foi com esse objetivo, que o empreendedor serial João Kepler lançou o livro “Educando filhos para empreender”. Em uma linguagem simples e didática, o autor começa dizendo que não é um especialista em educação, mas um pai preocupado em desenvolver autonomia, liberdade e protagonismo em seus filhos.
O objetivo central da obra é preparar as novas gerações para o mundo ao invés de querer mudar o mundo para eles. E Kepler diz que isso é possível se criarmos já dentro do âmbito familar um estilo de vida empreendedor. “É preciso ter um comportamento autônomo, mindset para inovação, foco em soluções criativas e interações sociais”, diz Kepler salientando que num cenário de incerteza, o empreendedor depende apenas da sua motivação.
Com posicionamentos fortes como “não dou mesada” ou “seu filho precisa aprender a agradecer os NÃOS que recebe”, Kepler usa o seu próprio exemplo como pai de três adolescentes (um deles reconhecido na mídia: Davi Braga) para ensinar o leitor a criar filhos empreendedores. E dá exemplos de comportamentos que levam ao insucesso como: parar de aprender, não ter determinação, persistência e disciplina para atingir resultados.
Kepler também discorre sobre a diferença entre a postura empreendedora em relação ao comportamento conservador. E mostra a importância de identificar nos filhos, o perfil empreendedor. No final, ele afirma: “Se você conseguir ajudar seu filho a entender e descobrir seu propósito de vida, todo o resto será mais fácil de lidar”


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Qual o caminho da felicidade?

Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda. Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe! Mas, com quase 40 eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta. Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe. Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos) agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou). Por aqui, quando chove a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook e o Twitter juntos. Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos converso com os vizinhos. As segundas vou trabalhar contando as horas para voltar. Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta. (Téta Barbosa)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Curso Telecobrança: cobrando débitos por telefone

Com o aumento da venda de produtos e serviços no Brasil, muitos consumidores acabaram por se endividar de forma excessiva e, por consequência, atrasam pagamento de algumas dívidas.

O credor, por sua vez, ao perceber o crescimento do número de inadimplência, precisa arranjar formas de cobrar essas pessoas.

Os cobradores têm o objetivo de contatar o consumidor. avisá-lo a respeito do débito e exigir uma data para sua quitação.

Porém nem sempre essas cobranças são feitas da forma correta.

Você possui inadimplentes na sua empresa e precisa cobrá-los mas da forma correta?

Participe do curso TELECOBRANÇA: COBRANDO DÉBITOS POR TELEFONE que acontecerá aqui na Acisbs nos dias 16 a 19 de Agosto.

Vagas limitadas.